Propostas de Reforma Trabalhista e Previdenciária são ideias delirantes

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A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se realizar reformas Trabalhista e Previdenciária que venham a retirar direitos dos trabalhadores. As afirmações de setores do governo, divulgadas nos veículos de comunicação, revelando que irão mexer em direitos, são inoportunas, e levadas adiante por palpiteiros de plantão com ideias que se assemelham às do Professor Pardal.

O governo precisa ter mais prudência na divulgação de medidas que estão sendo feitas de forma atabalhoada e fatiada, e que atrapalham o debate e o avanço nas negociações. Entendemos que quaisquer mudanças na legislação trabalhista e previdenciária devam ser amplamente discutidas com a sociedade e com os representantes dos trabalhadores, de forma democrática e transparente. É estranho e temerário tentar fazer reformas às pressas e na calada da noite.

As propostas divulgadas mostram que se trata de uma colcha de retalhos, que nada têm a contribuir com a sociedade e com a governabilidade. Ressaltamos que promover mudanças nas legislações previdenciária e trabalhista como parte do ajuste fiscal, aplicando medidas que só resultam em prejuízos para os trabalhadores, é uma forma perversa de fazer com que somente a classe trabalhadora pague a conta pelos desmandos e pelos frequentes erros dos últimos governos.

Vale lembrar e alertar que a antiga ocupante da cadeira do Planalto perdeu grande parte do apoio popular, caindo no descrédito no âmbito político, ao anunciar de não mexeria em direitos “nem que a vaca tussa”. Alguns dias depois, Dilma enviou as Medidas Provisórias 664 e 665, que dificultaram o acesso ao seguro-desemprego, diminuíram o valor das pensões, do abono salarial e do seguro-defeso (pescador).

Os sindicatos irão resistir a mais este ataque a direitos e conquistas que, a duras penas, foram acumulados ao longo da história de lutas da classe trabalhadora brasileira.

Acreditamos que o atual presidente, Michel Temer, seguirá os caminhos acordados com os trabalhadores e com as centrais sindicais nas reuniões realizadas entre ambas as partes, da manutenção de direitos e da articulação pelo crescimento do País e pela geração de empregos.

Paulinho da Força

Deputado federal por São Paulo e presidente nacional do Solidariedade