Solidariedade declara apoio e Aécio Neves se compromete com direitos dos trabalhadores

PAULI

Em ato realizado na tarde desta terça-feira (13/05), em Brasília, o Solidariedade declarou apoio ao senador Aécio Neves como pré-candidato à Presidência da República. Aécio também recebeu do Solidariedade o Pré-Programa do Solidariedade, um documento com as principais diretrizes ideológicas e programáticas do partido liderado pelo sindicalista e deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

Participaram do ato dezenas de lideranças sindicais e políticas, dentre as quais o senador Vicentinho Alves, do Tocantins, que falou representando todos os parlamentares do partido, defendendo Aécio como um político “compromissado”, que defendeu a autonomia dos municípios em Minas Gerais e que deverá também ser um presidente “municipalista”.

Para o sindicalista Miguel Torres, presidente da Força Sindical, o Solidariedade se une a Aécio pelo interesse do trabalhador brasileiro, que quer um país mais justo, com mais igualdade e justiça social, com respeito aos empregos e apoio a todos os setores da indústria do País, trazendo de volta a “esperança da nossa população”.

Eunice Cabral, secretária da Mulher do Solidariedade chamou Aécio à responsabilidade de fazer um governo que realmente escute as mulheres e os trabalhadores. “Só assim conquistaremos um País mais igualitário”.

Paulinho da Força, em sua fala, apresentou o nome do sindicalista Miguel Torres como possível vice na chapa de Aécio, destacando o papel de líder à frente dos metalúrgicos e da Força Sindical. Paulinho defendeu ainda a pauta dos trabalhadores, com destaque para o PL 7469, que torna lei até 2019 a política de reajuste do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação. O presidente do Solidariedade defendeu ainda que a oposição precisa “fazer de tudo” para investigar a Petrobras e que é um “verdadeiro crime” o que o PT fez com a estatal.

Aécio classificou o ato como o “mais importante” das eleições 2014 realizado até agora. Ele afirmou que recebeu do Solidariedade não somente um apoio político, mas um “projeto de Brasil”, com diretrizes pautadas na “recuperação da indústria brasileira”, na defesa e empregos e salários, no “restabelecimento da ética e da decência no manuseio do dinheiro público” e na conquista de uma situação de governo que não permita o aparelhamento e a ocupação de órgãos da administração pública por pessoas ligadas aos governos.

O tucano garantiu que apóia a política de aumento do salário mínimo: “É uma conquista dos trabalhadores que será mantida no governo do PSDB”, disse. O pré-candidato afirmou ainda que entende o quanto a inflação afeta os trabalhadores e que o problema “será tratado com toda a seriedade”.

Aécio lembrou que o Solidariedade nasceu na oposição, de maneira totalmente independente e que o partido tem condições de construir, junto com o PSDB, um novo modelo de País: “Um país mais ético, mais digno, mas, principalmente, um Brasil mais solidário com aqueles que mais precisam.