História do Solidariedade

O Solidariedade é um movimento que tem por princípio a defesa de todos os que contribuíram ou contribuem para a riqueza do país. Teve seu registro como partido político aprovado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em setembro de 2013, num processo liderado, nacionalmente, pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força e, em âmbito estadual, por Claudio Janta.

De onde viemos

Para entendermos as lutas e sonhos que culminaram na criação do Solidariedade, é importante voltarmos um pouco no tempo e relembrar história do Brasil.

A república brasileira sempre conviveu com períodos de instabilidade e descontinuidade, marcados por episódios como os golpes em 1930 e 1964. Após quase 21 anos de ditadura, o Brasil vive hoje seu maior período de democracia plena, com o voto universal garantido a todos os cidadãos do país desde 1989.

Em 1979, com o estabelecimento da Lei Orgânica, teve fim o bipartidarismo do regime militar (ARENA e MDB) e começaram a surgir novas legendas, como PMDB, PDS, PFL e PT. Mesmo após a redemocratização, o país passou por momentos críticos, principalmente no que diz respeito à economia, como o monstro da inflação nos anos 1980, o confisco das poupanças, no Governo Collor, e a criação do Plano Real, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Em 2003, o país e, principalmente, os partidos mais ligados à esquerda tradicional viviam o êxtase de ver a ascensão ao poder de um político nascido nas lutas dos trabalhadores por melhores salários e justiça social. Esse episódio marcaria a criação da maior frente partidária instituída até a época, no Brasil, em torno de um governo eleito pela via democrática do voto, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, pela coligação PT/PL/PMN/PCB/PCdoB, além do apoio informal do PMDB em diversos estados.

A população acreditava que o Brasil seguia o rumo da construção de um país melhor e mais justo. Era o momento de concretizar as esperanças, que sempre foram nutridas, de que este seria um país para todos − e não para poucos.

Passados os quatro primeiros anos de um governo dito “popular”, observou-se que as grandes reformas foram, mais uma vez, proteladas mesmo quando o governo estava no auge da sua melhor avaliação. No entanto, a participação ativa das centrais sindicais propiciou a criação de uma política de valorização do salário mínimo e de melhoria nas correções das aposentadorias e pensões.

Em 2005, a partir da explosão do escândalo do “mensalão”, o país realiza que o modo de fazer política não se diferenciava dos anteriores, criticados pelos mesmos que agora estavam sob as críticas. O partido que, na oposição se dizia o grande defensor da ética na política, mostrou-se um grande manipulador de maracutaias com dinheiro público e com os prestadores de serviços do governo. Alguns políticos foram presos, outros renunciaram, e o presidente na época dizia que “não sabia de nada” e que “conspiravam pelas suas costas”. Ainda assim, o governo Lula conquistou a confiança da população e ele foi reeleito em 2006.

O país, impulsionado pelo crescimento da China e pela alta nos preços das commodities, seguiu seu caminho procrastinando, mais uma vez, as reformas que se faziam necessárias. O emprego crescia na área de serviços, e a indústria dava seus sinais de fadiga pela ausência de uma política industrial que oferecesse ao parque industrial brasileiro segurança para investir em um futuro melhor. Se a China era um esteio para o Brasil, também virou o destino de muitas empresas brasileiras que fincaram praça lá e passaram a exportar para nossa terra, levando embora empregos e tecnologia.

Apesar disso, o governo contava com o apoio dos movimentos sociais e da maioria dos partidos ligados à classe trabalhadora, por manter com eles um canal de diálogo permanente, embora isso não resultasse em colocar em prática a agenda que interessava à população. Dessa forma, adiava-se mais uma vez a construção de um país melhor, mesmo Lula tendo deixado o governo com a maior taxa de aceitação obtida por um governante e conseguido eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

Começou, então, a ficar evidente que o adiamento das discussões profundas que eram do interesse da classe trabalhadora foi proposital e muito prejudicial ao Brasil e ao povo. A presidente eleita negou-se a dialogar com as forças da sociedade, imaginando-se ser a “dona da verdade e senhora absoluta do poder”. A população deixou de ser ouvida, por meio dos movimentos sociais, e nem sequer foi recebida em audiências para poder se manifestar sobre assuntos de seu interesse.

Naquele momento, surgiu, entre representantes da população, a necessidade de manter viva a mesma esperança que permitiu levar um operário ao poder: um país melhor e mais digno para os brasileiros que constroem esta nação todos os dias.

No final de 2012, sob a liderança de diversas forças políticas do país, decidiu-se que era preciso manter a chama acesa. Por isso, nasceu a necessidade de criar um partido que representasse os interesses do Brasil que trabalha e produz. Começava, então, a nascer o Solidariedade.

Fundação

O movimento pela criação do Solidariedade contou com a colaboração de diversos grupos políticos, principalmente de integrantes da luta trabalhista. Estes agentes foram responsáveis pela coleta da grande maioria das assinaturas de apoio necessárias à criação do partido.

À época, o Solidariedade, para ter seu registro no TSE, necessitava de aproximadamente 492 mil assinaturas de eleitores para ser oficializado. Obtivemos o registro na Justiça Eleitoral em 24 de setembro de 2013, às 22h22, com o apoio de 502 mil eleitores, de diversas partes do país.

Para isso, conseguimos 4 dos 7 votos do TSE, começando com 3 votos contrários, porém vencendo por 4 a 3 e alcançando o nosso tão esperado registro. Nascemos e já chegamos como oposição – o Solidariedade foi um dos únicos partidos, após a redemocratização, a obter o registro sem demonstrar apoio ao atual governo à época.

Nascemos para crescer

O Solidariedade foi o 33o partido político a ser reconhecido no Brasil e, em seu primeiro ano, foi a 16a bancada, em tamanho, na Câmara dos Deputados. Isso foi possível porque, com a criação do partido, veio também a possibilidade daqueles que tinham mandato eletivo de mudarem de legenda sem que cometessem infidelidade partidária e perdessem seus mandatos. Dessa maneira, muitas lideranças migraram para o Solidariedade.

O desafio imediato após a criação foi trazer para a legenda lideranças que pudessem ser candidatos em nossa primeira eleição. A lei eleitoral, na época, determinava que candidatos que desejassem concorrer deveriam estar filiados a um partido político um ano antes do pleito eleitoral. Em consequência disso, e pelo fato de o Solidariedade ter tido seu registro deferido nove dias antes do fim do prazo de um ano determinado pela lei, tivemos apenas esse período para filiar candidatos que desejassem concorrer às eleições de 2014.

Mesmo diante de circunstâncias tão desafiadoras, o Solidariedade filiou 24 deputados federais, 21 deputados estaduais, 1 vice-governador, 1 senador, mais de 200 prefeitos, 100 vice-prefeitos e cerca de 3 mil vereadores (além de concorrer às eleições de 2014 em todo o território brasileiro).

Em franca oposição ao governo federal, disputamos as eleições de 2014 e elegemos 18 deputados federais − sendo 3 suplentes − além de 23 deputados estaduais. O trabalho não parou aí. Nosso partido obteve cada vez mais espaço em governos estaduais e municipais. Em diversos estados, participamos da gestão pública.

Hoje, são mais de 200 mil filiados em todo o território nacional.

Partido vivo: movimentos do Solidariedade

Para aproximar a população dos debates de políticas públicas, visando à melhoria local, o Solidariedade estimula os órgãos municipais e estaduais a constituir secretarias de movimento segundo os principais movimentos sociais, que são: Mulher; Aposentados, Pensionistas e Idosos; Jovem; Movimento Sindical; Igualdade Social; Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável Agricultura Familiar; Atenção à Drogadição; Proteção aos Animais; Liberdade da Expressão Religiosa e Filosófica.

O Solidariedade é o partido que mais cresceu no Brasil, e o nosso intuito é alcançar, até 2026, o número de 1 milhão de filiados, para atuar em prol do bem da população brasileira. Trabalhamos para, no prazo de dez anos, possuir 57 deputados federais, 103 estaduais, 518 prefeitos, 768 vice-prefeitos e 4.059 vereadores. Nossas metas parecem ousadas, mas sabemos que elas são atingíveis, por isso, precisamos cada vez mais da participação da sociedade.