Acessibilidade atitudinal em debate no Fórum Social Mundial

SPCD do Solidariedade presente nos debates do FSM
SPCD do Solidariedade presente nos debates do FSM

Ações que fazem a diferença para superar estigmas, preconceitos e discriminações – esta é uma interpretação possível para o conceito de “acessibilidade atitudinal”, colocado em debate no seminário da temática “Respeito e Inclusão Social para a Pessoa com Deficiência”, realizado na manhã desta terça-feira (23), no auditório do Palácio da Justiça. A atividade integrou o III Fórum Social Mundial da população idosa, que vai até o próximo dia 26, em Porto Alegre, e contou com a participação de diversas entidades relacionadas à causa, entre elas, a Secretaria das Pessoas com Deficiência (SPCD) do Solidariedade RS.

Reforçando a necessidade de outorgar o protagonismo da luta pela acessibilidade às pessoas com deficiência, a fala do dirigente da SPCD, Rotechild Prestes, foi marcada pela cobrança de atitudes a partir do reposicionamento dos governos no trato das questões. Roth, que também é presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do RS (Coepede), também lamentou que falta de anuência do Tribunal de Contas ou indisponibilidade de recursos ainda sejam “desculpas carimbadas” para mascarar a falta de vontade política e de apropriação em relação às necessidades da população com deficiência.

“As pessoas que falam por nós não conhecem o nosso dia a dia e, ainda assim, tomam as decisões. O Fórum Social pontua esta questão, de que as pessoas com deficiência, assim como os idosos, produzem e têm que ser protagonistas e a nossa defesa, enquanto militância partidária é que estas pessoas têm que estar à frente dos processos. Somos pioneiros nisso enquanto partido, porque existe este protagonismo e isso deve ser reflexo na nossa participação neste fórum”, avaliou.

A superação das “barreiras atitudinais” – que representam entrave à promoção da acessibilidade pelo viés das atitudes – foi um dos temas abordados pela psicopedagoga Evelise Kerkhowe. Ela integra as atividades desenvolvidas pela SPCD do Solidariedade e também apresentou iniciativas inclusivas desenvolvidas junto a crianças em Porto Alegre.

O debate aberto junto aos representantes de diferentes instituições, pontuou que a isonomia de direito e de condições passa pela transformação do olhar, a partir da conscientização e dos esforços voltados à igualdade de oportunidades. Para a psicopedagoga Angélica Chies, também vinculada à SPCD do Solidariedade RS, este desafio é maior junto aos pais do que em relação aos alunos.

“As crianças não tem preconceitos, as barreiras são criadas pelos adultos. São eles que precisam ser educados porque não vêem com a mesma naturalidade a questão da acessibilidade, que já é algo inerente na educação das crianças de hoje”, enfatizou.

Outras atividades

WhatsApp Image 2018-01-24 at 21.18.03Pela manhã, representantes do GT Mulher,  vinculado à Secretaria da Mulher do Solidariedade, participaram do projeto Café da Manhã para os moradores de rua, também na Assembleia Legislativa do Estado. No início da tarde, o grupo prestigiou a palestra “Como a Gerontologia pode contribuir com a longevidade ativa e saudável dos Idosos”, ministrada pela Dra. Zhélide de Quevedo Hunter, no Centro Cultural Érico Veríssimo, da CEEE. A atividade contou com a participação do grupo Divas da Alegria em Performance, coordenado pela atriz, modelo e Miss Maturidade Marilice Carrer, que integra o GT Mulher e desenvolve projetos de ação social e de autoestima para grupos da terceira idade.

 

 

À tarde, outra atividade que contou com a participação dos movimentos de base do Solidariedade foi aWhatsApp Image 2018-01-24 at 21.16.53 palestra “Olhar Inclusivo sobre a família das Pessoas com Deficiência”, ministrada por Angélica Chies. Colocando novamente a acessibilidade e a afirmação das pessoas com deficiência em pauta, a pedagoga destacou as particularidades e os desafios enfrentados no contexto familiar a partir da convivência com as deficiências e a necessidade da ampliação do olhar inclusivo.

 

Texto: Andréia Sarmanho (reg. prof. 15.592)