Deputado Neri, o Carteiro protocola projeto para valorizar o queijo artesanal serrano

Proposta protocolada na Assembleia Legislativa agora tramitará nas comissões da Casa | Foto: Marcelo de Gregori
Proposta protocolada na Assembleia Legislativa agora tramitará nas comissões da Casa | Foto: Marcelo de Gregori

O deputado estadual Neri, o Carteiro (SOLIDARIEDADE) protocolou na Assembleia Legislativa um projeto de lei que busca tornar relevante interesse cultural estadual o modo de fazer queijo artesanal serrano. O PL 464/2019 é uma forma de valorizar e preservar o trabalho de muitas famílias da serra gaúcha que ainda mantém essa tradição, passada de pai para filho, desde a chegada dos portugueses ao sul do Brasil.

O deputado Neri, o Carteiro explica que o pedido para encaminhar o projeto veio de entidades envolvidas com a agricultura e a pecuária e que trabalham na valorização das famílias agricultoras que seguem nessa atividade, considerada parte da identidade cultural da região: “Ao elevar o modo de fazer o queijo artesanal serrano a um bem imaterial de relevante interesse cultural do Rio Grande do Sul, acreditamos que o estado dará um importante passo para a preservação dessa cultura, criando assim condições favoráveis para o posterior reconhecimento oficial da atividade no estado, junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, IPHAE e no país, junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN”, reforçou o parlamentar.

O diferencial do queijo artesanal serrano é o fato de ele ser feito com leite cru, sem passar por processos de pasteurização. Na região sul do país, a tradição sobrevive principalmente na região dos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul e em alguns municípios de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, os maiores produtores são Bom Jesus, Jaquirana, São José dos Ausentes, São Francisco de Paula e Cambará do Sul. Acrescentam-se os municípios de André da Rocha, Caxias do Sul, Muitos Capões, Monte Alegre dos Campos, Esmeralda, Pinhal da Serra, Lagoa Vermelha, Capão Bonito do Sul, Campestre da Serra, Ipê e Vacaria.

PARA SABER:

No IPHAN, o processo de reconhecimento foi encaminhado pela Associação de Produtores Rurais de Capão Alto e pela Aprocampos, entidades do RS e de SC, ainda em 2013 e consta na lista dos Bens Imateriais em Processo de Instrução para Registro.