Encontro Estadual do Solidariedade reforça articulação para 2020

Encontro na Capital reuniu lideranças do Solidariedade
Encontro na Capital reuniu lideranças do Solidariedade

Reunindo lideranças do estado em encontro com a participação do presidente nacional, deputado Paulinho da Força, o Solidariedade gaúcho reafirmou que, para 2020, pensa grande – além das nominatas completas que pretendem ampliar as bancadas de vereadores nos municípios, o partido almeja a composição nas chapas majoritárias, com perspectiva de eleição em diversas prefeituras. De acordo com o presidente estadual Claudio Janta, em cerca de 10 município o Solidariedade deve ter candidatura própria ou indicação de nome para composição de chapa na disputa do paço.

“A eleição de 2020 é estrutural para o projeto defendido pelo partido e o foco, neste momento, é a total atenção às candidaturas para prefeito, vice-prefeito e vereador. Alguns consideram esta eleição mais difícil pelo fato de não poder coligar, mas já experimentamos isso e alcançamos êxito”, manifestou Janta, referindo-se às eleições de 2018, onde partido alcançou cadeira na Assembleia Legislativa sem coligação para deputado estadual.

Resgatando as origens e a trajetória do Solidariedade ao longo de pouco mais de 6 anos de fundação, Janta ressaltou a identidade marcada pela defesa de pautas sociais, como a ampliação do acesso a saúde, educação e inclusão. “Nós vamos seguir a nossa trajetória de construir um partido sólido, firme e que nos orgulhe de ser o que nós somos, sem grife nenhuma – nossa grife é o trabalho, é estar do lado do povo”, manifestou.

Cenário nacional

Discorrendo sobre os desafios encampados pelo Solidariedade a nível nacional, o presidente Paulinho da Força avaliou que o enfrentamento às principais mazelas que assolam o país deve ser feito com o combate à polarização que, além de dividir o Brasil entre direita e esquerda, acentuou desigualdades.

“Um grande problema é a radicalização que o Brasil vive hoje e, se a gente não conseguir fazer com que no meio de campo avancem as discussões que o Brasil precisa, como emprego, vamos ter lá na frente uma nova disputa entre PT e Bolsonaro. Nosso papel é tentar juntar esse meio (centro e centro-esquerda) e tentar quebrar essa retórica de direita e esquerda que o Brasil vive, porque isso nos levou a uma situação de 14 milhões de desempregados e aumento da pobreza”, avaliou o deputado.

Sobre as modificações previstas para as próximas eleições, ele informou a retomada da propaganda partidária através das inserções televisivas e reforçou que as coligações não devem voltar a fazer parte das eleições. Para o deputado, o Fundo Eleitoral deve ser a “maior polêmica” a ser enfrentada e reiterou a defesa do financiamento público como garantia de transparência nas campanhas.

Além dos presidentes nacional e estadual, compuseram a mesa o deputado estadual Neri, o Carteiro; o secretário-geral Marco Vieira; a tesoureira Fátima Santos; a ex-candidata ao Senado, Dra. Sandra Weber; a vereadora Tatiane Frizzo e a vice-prefeita de São Gabriel, Karen Lannes.