Frente Parlamentar presidida por Claudio Janta leva pauta do autismo à Escola Especial Nazareth

Encontro da APAE do bairro Glória marcou a primeira reunião ordinária externa da Frente do Autismo | Foto: Andréia Sarmanho
Encontro da APAE do bairro Glória marcou a primeira reunião ordinária externa da Frente do Autismo | Foto: Andréia Sarmanho

Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Autista, presidida pelo vereador Claudio Janta (Solidariedade) na Câmara Municipal de Porto Alegre, realizou nesta terça-feira (19) sua primeira reunião ordinária externa, em uma instituição especial de ensino. Contando com a participação de pais e funcionários da Escola de Educação Especial Nazareth (APAE), do bairro Glória, a reunião colocou em pauta o autismo, iniciativas e desafios da inclusão na Capital.

O encontro foi aberto com a palestra do presidente e co-fundador do Instituto Social Pertence, Vitor Daniel Freiberg, que apresentou atividades culturais, artísticas e sociais desenvolvidas através do clube mantido na instituição. Além de proporcionar “experiências inesquecíveis” para pessoas com deficiência em diferentes espaços sociais, o Pertence propõe a inclusão inversa, que convida pessoas sem deficiência a submeter os próprios sentidos às diferenças.

“Todos merecem viver experiências e ter a oportunidade de criar sua própria história e o nosso papel é acolher e olhar pelas capacidades, não pelas dificuldades. Antes de perguntar qual é a deficiência, perguntamos o que ele gosta e no que ele é bom”, explicou o educador.

O trabalho a partir das individualidades também foi reforçado pela gestora da Escola Nazareth, Jacira Majehski Menezes. “Aqui a gente não trabalha com o CID, a APAE de Porto Alegre trabalha com a pessoa. Cada sujeito tem uma janelinha e cabe a nós descobrir essa janelinha”, manifestou.

Saudando a iniciativa de envolver as instituições na programação da Frente Parlamentar, o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Porto Alegre, Vitor Hugo Castilhos acrescentou que, apesar da falta de números exatos em relação ao autismo, as estatísticas que projetam uma incidência crescente de autismo tem sido cada vez mais sentidas. “Percebe-se que a deficiência começou a conviver também com algum tipo de transtorno. É algo latente, que precisa ser olhado pelo Poder Público no âmbito de políticas públicas que permitam que as pessoas com autismo sejam tratadas, encaminhadas e exerçam o seu direito de cidadão”, afirmou.

Demandas do Autismo

Além do compartilhamento de relatos e vivências, a comunidade escolar manifestou apoio ao trabalho complementar visado pelo Centro de Referência do Autismo, defendido no Legislativo pelo vereador Claudio Janta. Além de esclarecer dúvidas sobre a proposta de funcionamento da futura instituição, muitos pais reiteraram a necessidade de avanços em relação a instituições de longa permanência ou moradias assistidas – as casas lares, especializadas para atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiências.

“Nosso primeiro objetivo é estabelecer o Centro de Referência do Autismo, que conta com o nosso empenho no encaminhamento dos recursos necessários no Orçamento do Município para implantação e manutenção das atividades nos anos seguintes. A Casa Lar, sem dúvida, é o objetivo seguinte”, afirmou o vereador.