“Meu nome é Ana Amélia, mas podem me chamar de ESPERANÇA”

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Neste “sábado histórico”, como classificou a própria senadora Ana Amélia Lemos, foi oficializada a sua pré-candidatura ao governo do Estado, com a coligação entre PP, PSDB e Solidariedade. Lideranças dos partidos, como o pré-candidato à presidência da República, senador Aécio Neves (PSDB), e o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), estiveram presentes no ato, que mobilizou milhares de militantes na Assembleia Legislativa do Estado.

O Teatro Dante Barone ficou lotado e uma multidão acompanhou o ato pelos telões. O lançamento da coligação selou a união dos partidos, voltados para um governo de “convergência, não de conveniência”, como pontuou a senadora.

O presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, foi um dos primeiros a se pronunciar. Ele lembrou que o partido enfrentou dificuldades para ter sua fundação consolidada, com esforços do próprio governo para que ele não fosse construído. Destacou que foi preciso mobilização dos trabalhadores e agradeceu o apoio do senador Aécio Neves no processo.

“Quando o Aécio foi governador de Minas, sempre tratou os trabalhadores com muito respeito, como presenciei à frente da Força Sindical. Ao contrário do outro lado, que a gente tinha acreditado, e que deixou de cumprir quase tudo com os trabalhadores”, declarou Paulinho.

Ele destacou que no atual governo não houve avanços em relação ao fim do Fator Previdenciário, à política salarial para os aposentados, à correção da tabela do Imposto de Renda e nem em relação à política de salário mínimo, que o levou a protocolar junto ao PSDB um projeto referente à questão.

“Pela roubalheira na Petrobrás, pelos desmandos no setor elétrico, pela volta da inflação, pela volta do desemprego, que nós decidimos apoiar a candidatura de Aécio Neves. E com este mesmo comprometimento, viemos aqui selar esta aliança entre PP, PSDB e Solidariedade para levar Ana Amélia ao governo do Rio Grande do Sul. Tenho um respeito muito grande por você (Ana Amélia) e tenho certeza que você é a pessoa ideal para mudar o Rio Grande do Sul”, concluiu o presidente nacional do Solidariedade.

O líder estadual do partido, Clàudio Janta, afirmou que é hora do Estado “voltar a trabalhar para o seu povo” e que a senadora Ana Amélia Lemos “tem o compromisso necessário e jamais imaginado na história do Rio Grande do Sul” para desempenhar esta função. Ele frisou que em sua atuação no senado, Ana Amélia contemplou a luta dos trabalhadores ao defender bandeiras evitadas pelo governo.

“Eles não apareciam, não discutiam e a senadora Ana Amélia Lemos foi para a tribuna defender o fim do Fator Previdenciário”, exemplificou. Também lembrou a atuação da parlamentar na defesa do salário mínimo e de um novo pacto federativo.

Ao final do evento, a pré-candidata ao governo do Estado agradeceu aos dois mil militantes concentrados na praça da Matriz, em frente à Assembleia Legislativa, aos apoiadores e a todos que a conduziram à vida política, que apresenta agora um novo desafio.

“Meu nome é Ana Amélia mas, a partir de hoje, podem me chamar de esperança. Não chegaremos ao poder pelo poder. Chegaremos em nome da sociedade, para que o Estado não fique nas mãos de um partido político. O palácio Piratini será uma casa aberta, e aberta ao povo. Vou gastar toda minha capacidade, até a última gota para corresponder ao que esperam”, comprometeu-se.

A pré-candidata ao governo do Estado também reforçou o compromisso com os trabalhadores. Ana Amélia lembrou a votação do piso no Senado, onde manteve o voto favorável ao valor defendido no palanque, ao contrário dos colegas da bancada do governo.

“Levo deste sábado histórico a convicção de que o fardo será leve. Porque terei comigo a esperança de vocês”, encerrou Ana Amélia Lemos.

Coletiva

No início da tarde, foi realizada uma coletiva de imprensa no salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa, com Ana Amélia Lemos, Aécio Neves e Paulinho da Força. Questionada sobre o pagamento do piso do magistério, considerado o “calcanhar de Aquiles” do governo Tarso, Ana Amélia avaliou que o governador não cumpriu palavra e que erro não seria repetido por ela. “O meu compromisso é fazer um esforço gigantesco para ajustar o estado para que com esta sobra de dinheiro se possa pagar o piso dos professores”, afirmou, confirmando possibilidade de redução de secretarias e de cargos em comissão no governo.

Aécio Neves também afirmou intenção de enxugar ministérios e cargos, em concordância com uma “maior eficiência do governo”. Também defendeu “tolerância zero” à inflação e transparência na política fiscal.

“O Bolsa Família continua no nosso governo. A diferença é que para nós ele é o ponto de partida. Para o PT, era ponto de chegada”, afirmou o pré-candidato à presidência.