Nota do Solidariedade RS: Repúdio ao apoio a Renan Calheiros

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Com tristeza, vemos o Solidariedade assumir mais uma posição que não condiz com a nossa história e com os pilares do que representa o nosso partido. De maneira arbitrária, sem consultar as próprias bases, tampouco dirigentes, o partido foi colocado como instrumento de defesa de Renan Calheiros no STF, o que nos constrange e deixa em alerta.

Quando o Solidariedade foi fundado, há 6 anos, nosso intuito era construir um partido diferente da estrutura vertical das siglas tradicionais e que servisse, de fato, à defesa incondicional dos direitos dos trabalhadores e suas garantias sociais, relegados a segundo plano pelos governos que se diziam do povo. Tivemos orgulho de estar na linha de frente do processo de impeachment da ex-presidente Dilma, representando a insatisfação do povo brasileiro com a corrupção e a falta de efetividade de políticas em áreas como saúde e segurança.

Durante o governo Michel Temer, o Solidariedade acompanhou a atuação de uma gestão extremamente infeliz. Um governo marcado pela retirada de direitos, por mais casos de corrupção e que fez sangrar o povo brasileiro, trabalhando muito para pagar impostos e juros, correndo enquanto avançava a sombra do desemprego.

Ao anunciar que deverá integrar a oposição do atual governo, ao lado do PT, a quem combatíamos, e de outros partidos da ala do “quanto pior, melhor”, tememos, mais uma vez, ver comprometidos os nossos pilares básicos. Queremos um Solidariedade que atenda ao interesse da população, a serviço do fortalecimento dos municípios e dos estados, não de projetos de poder. Que a nossa bancada no Congresso Nacional tenha a independência necessária a uma atuação construtiva, não de oposição que leve ao ostracismo e inoperância.

Claudio Janta
Presidente estadual do Solidariedade-RS e 1º tesoureiro nacional do partido