Nota oficial sobre pacote do governo do Estado

Reprodução RBSTV
Reprodução RBSTV

O desgoverno do Rio Grande do Sul deixa os gaúchos novamente atônitos, mas não surpresos. O pacote de maldades apresentado pelo governo Sartori, que chega hoje à Assembleia Legislativa, consiste numa atitude tardia e equivocada, que dilapida a estrutura estatal a partir de uma abordagem errada, que deve fazer sentir mais as perdas que os ganhos.

Das 20 secretarias, foram apenas três fusões, que não devem abalar a configuração do governo e a acomodação dos CCs. Porém, o impacto no patrimônio do povo gaúcho, com a extinção de 11 órgãos e privatização de quatro companhias, deverá ser algo sem precedentes na história do nosso Estado.

No primeiro escalão, o governo continua com uma estrutura pesada e sem propor um novo teto de gastos. Em vez de tornar suas fundações, como a Cientec, FDRH, FEE, Fepagro ou a Corag rentáveis e lucrativas, abre mão de inteligência, estatística, tecnologia e conhecimento. Atesta a incompetência para gerir sua própria estrutura e decreta falência – pelo menos até a necessidade de firmar contratos que interessem a partes além do povo gaúcho, recompondo uma estrutura inchada de terceirizações, bancadas com dinheiro público e menos transparência.

Não muda o que deveria na sua composição, nem diz a que veio. Desconstrói a estrutura e mantém um Estado inoperante e sem iniciativa para a construção de políticas eficientes de saúde, educação e segurança.

Clàudio Janta

Presidente estadual do Solidariedade-RS