Solidariedade completa quatro anos neste domingo

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No próximo domingo, dia 24 de setembro, o Solidariedade celebra quatro anos de fundação e de uma trajetória voltada para o desenvolvimento do país e pela defesa de quem trabalha e produz. Nascido num contexto de oposição ao governo federal, ainda no final de 2012, o movimento pela criação do Solidariedade congregou lideranças, sobretudo integrantes da luta trabalhista, pela necessidade de manter viva a mesma esperança que permitiu levar um operário ao poder: um País melhor e mais digno para os brasileiros que constroem esta nação todos os dias.

Nasce o Solidariedade

Neste período, diversos grupos políticos e sindicais em todo o país lideraram a coleta das assinaturas necessárias à criação do partido. O registro foi obtido junto à Justiça Eleitoral com o apoio de 502 mil eleitores, na decisão que veio às 22h22min do dia 24 de setembro de 2013, fazendo do Solidariedade um dos únicos partidos, após a redemocratização, a obter registro sem demonstrar apoio ao governo vigente.

O Solidariedade foi o 33º partido político a ser reconhecido no Brasil e, em seu primeiro ano, foi a 16ª bancada, em tamanho, na Câmara dos Deputados. Isso foi possível porque, com a criação do partido, veio também a possibilidade daqueles que tinham mandato eletivo de mudarem de legenda sem que cometessem infidelidade partidária e perdessem seus mandatos. Dessa maneira, muitas lideranças migraram para o Solidariedade.

Primeiros desafios

O desafio imediato após a criação foi trazer para a legenda lideranças que pudessem ser candidatos em nossa primeira eleição. A lei eleitoral à época determinava que candidatos que desejassem concorrer deveriam estar filiados a um partido político um ano antes do pleito eleitoral. Nove dias – este foi o prazo do Solidariedade para filiar candidatos que desejassem concorrer às eleições de 2014.

Mesmo diante de circunstâncias tão desafiadoras, o Solidariedade filiou 24 deputados federais, 21 deputados estaduais, um vice-governador, um senador, mais de 200 prefeitos, 100 vice-prefeitos e cerca de três mil vereadores e concorreu às eleições de 2014 em todo o território brasileiro. Em franca oposição ao governo federal, elegeu 18 deputados federais – sendo três suplentes – além de 23 deputados estaduais.

No Rio Grande do Sul, o partido teve 20 candidaturas a deputado estadual, além da candidatura do presidente Clàudio Janta a deputado federal, somando cerca de 112 mil votos no estado. Em 2016, o partido concorreu às primeiras eleições municipais, elegendo 63 prefeitos, 140 vice-prefeitos e 1.438 vereadores em todo Brasil.

Interação com movimentos sociais

Tendo entre seus valores a cooperação e solidariedade como compromissos fundamentais de todas as relações sociais, a defesa da valorização do trabalho humano e do desenvolvimento econômico, humano e sustentável, o partido já congrega mais de 115 mil filiados em todo o território nacional (dados de janeiro de 2016) e o número segue aumentando. Com o objetivo de reforçar esses valores, o Solidariedade instituiu em toda sua estrutura partidária sete secretarias, que representam movimentos ativos da sociedade civil.

Assim como exigido no estatuto do partido, as secretarias devem ser criadas em todos os âmbitos de representação do Solidariedade (nacional, estaduais e municipais) e seus representantes devem ser, de fato, atuantes em sua categoria. São elas:  Secretaria da MulherSecretaria dos Aposentados, Pensionistas e IdososSecretaria dos JovensSecretaria do Movimento SindicalSecretaria de Igualdade SocialSecretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Agricultura Familiar e Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Vale destacar que o Solidariedade está em constante evolução, buscando sempre servir às necessidades e anseios da população. Exemplo disso foi o desmembramento da antiga Secretaria do Negro, Índio, Meio Ambiente e Minorias, que foi dividida em duas, em fevereiro de 2015. Nascida desse desmembramento, a Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Agricultura Familiar veio reforçar a importância do desenvolvimento sustentável como um dos valores centrais do partido e constituir a questão da agricultura familiar como um diferencial do Solidariedade, que possui fortes lideranças no segmento e defende essa parcela dos produtores rurais que são responsáveis pela maioria dos insumos e alimentos consumidos no País.

Da mesma forma, a Secretaria dos Negros, Índios e Movimentos Sociais, também nascida dessa mudança, pôde focar melhor seu trabalho e defender os segmentos da população que, historicamente, foram sempre colocados em segundo plano e ainda não obtiveram sua parcela na riqueza produzida no País. No mesmo estatuto, a Secretaria dos Aposentados e Pensionistas passou a se chamar Secretaria dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, destacando o peso e a importância crescente que as pessoas de idade avançada têm ganhado na sociedade brasileira.

Compromisso com o trabalhador

O primeiro e atual presidente do Solidariedade, eleito pelos 151 membros do Diretório Nacional, juntamente com toda a sua executiva nacional, é o sindicalista Paulo Pereira da Silva, mais conhecido como Paulinho da Força, deputado federal no terceiro mandato e defensor dos direitos dos trabalhadores. Paulinho é também presidente da Força Sindical, segunda maior central do País, que representa mais de 16 milhões trabalhadores no Brasil.

Paulinho foi um dos articuladores da criação do Solidariedade por acreditar que a população precisava, e ainda precisa, voltar a se sentir representada na política e que ainda existe muito a ser feito no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, dos empresários, dos aposentados, das crianças, dos jovens e dos mais necessitados. Entre as discussões mais recentes, o partido em ganhado destaque na busca de alternativas para reformas polêmicas e que interessam a todo o povo brasileiro: a reforma trabalhista a reforma da previdência. Em relação à segunda, o partido propôs projeto alternativo, prevendo idade mínima para aposentadoria menor que a proposta pelo governo, além de regras diferentes para pensão por morte e pagamento de aposentadoria.

No Rio Grande do Sul, o presidente é o também sindicalista Clàudio Janta, presidente estadual da Força Sindical e vereador de Porto Alegre. Com uma trajetória política voltada à garantia de direitos e ampliação do acesso do cidadão a serviços públicos, Janta liderou uma campanha pela ampliação do atendimento nos Postos de Saúde da Capital, mobilizando mais de 100 mil pessoas em abaixo-assinado. A partir de um projeto de sua autoria, consolidou a modificação à Lei Orgânica de Porto Alegre, determinando ampliação gradativa do atendimento básico, já iniciada em unidades da Capital. Recentemente ganhou destaque por ajuizar ação contra a Prefeitura Municipal, mesmo na posição de líder do governo no Legislativo, para restabelecer o direito à gratuidade da segunda passagem no transporte público.