Valorização do queijo artesanal serrano mobiliza deputado Neri, o Carteiro e entidades do setor

Mais dois passos importantes para garantir a preservação dessa tradição foram dados nesta quarta-feira
Mais dois passos importantes para garantir a preservação dessa tradição foram dados nesta quarta-feira

Na tarde desta quarta-feira (20), o deputado estadual Neri, o Carteiro (SOLIDARIEDADE) esteve à frente de mais dois momentos importantes para garantir a valorização de um produto que faz parte da identidade cultural da serra gaúcha: o queijo artesanal serrano.

O primeiro deles foi uma audiência no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). Além do parlamentar, o presidente da Associação dos Produtores de Queijo e Derivados do Leite dos Campos de Cima da Serra (Aprocampos), Alexander de Liz e o gerente técnico adjunto da Emater – RS, Jaime Ries, ouviram da direção do Instituto o que é necessário para ingressar efetivamente com o pedido de registro do “modo de fazer queijo artesanal serrano” como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul.

A arquiteta Lisandra Weiler e o antropólogo Walmir Pereira, ambos do IPHAE, explicaram que a regulamentação da lei que dispõe sobre o patrimônio imaterial no estado é recente, de agosto deste ano e, por isso, algumas regras ainda não estão totalmente definidas. Segundo eles, o fato de já existir um pedido de reconhecimento junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, desde 2013, pode facilitar o processo de coleta de materiais, necessários para o registro.

No encontro, o deputado Neri, o Carteiro reafirmou a importância dessa tradição, passada de geração em geração: “Eu me criei vendo as famílias trabalhando com o queijo artesanal serrano, um produto diferenciado que tem várias características singulares, que precisam urgentemente de formas efetivas de preservação”, disse.

A tradição é mantida apenas nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul são 16 municípios produtores, estando a maior produção nos Campos de Cima da Serra: Bom Jesus, São José dos Ausentes, Jaquirana, São Francisco de Paula e Cambará do Sul.

Projeto de Lei

O segundo passo importante para valorização dessa tradição, que se mantém há mais de 200 anos, tem relação com um projeto já protocolado pelo deputado Neri, o Carteiro, na Assembleia Legislativa. O PL 464 declara o modo de fazer o queijo serrano de “relevante interesse cultural”.

O projeto de lei está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o relator, deputado Frederico Antunes, adiantou que o parecer favorável já está pronto e será encaminhado nesta quinta-feira (21). Antunes recebeu das mãos do deputado Neri, o Carteiro, um exemplar do livro Queijo Artesanal Serrano – Identidade cultural nos Campos de Cima da Serra.

“A obra dos amigos Saionara Wagner, Jaime Ries, João da Luz e Fernando Dias é um registro histórico incrível, com depoimentos, fotos e registros que provam o quanto essa tradição faz parte da nossa cultura e identifica o povo do serra gaúcha”, reforçou o parlamentar.