Estado na linha de frente

Falando no tempo de liderança do Solidariedade, Janta prestou homenagem aos Conselheiros Tutelares nesta segunda | Foto: Patricia Cordeiro

O papel e o peso do Estado na nossa sociedade e na economia, com cada vez mais frequência, ocupam o centro dos debates políticos. Seja nas eleições, quando os diferentes pontos de vista rendem embates que repercutem em toda a sociedade, seja nas questões de ordem prática, como votações que opõem o serviço público ao equilíbrio fiscal, o apelo por um enxugamento sempre surge e faz pensar: e se não houver um Estado forte diante de uma crise?

Na linha de frente do combate à calamidade do coronavírus, felizmente, podemos contar com uma rede sólida, um sistema público de saúde que muitos países desenvolvidos não possuem e, principalmente, com agentes dispostos e preparados, dentro do possível, para enfrentar um inimigo invisível e perigoso. Quanto a estes homens e mulheres, sua principal virtude talvez não seja a coragem, mas a resiliência – honrar o dever para com uma sociedade que relativiza o seu valor e mobilizar sua comunidade quando a nossa principal autoridade parece atuar para desmobilizar o país inteiro.

Não é uma questão de escolha – o Brasil precisa de um Estado forte, que invista em ciência, tecnologia e serviços eficientes. Que tenha resposta rápida, que entregue soluções e que não permita que a saúde pública rivalize com a economia, como foi feito com o funcionalismo. O cidadão está pagando por isto, exige a contrapartida e reivindica as saídas que competem aos governos.

 
Claudio Janta
Presidente do Solidariedade RS